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Dra. Bruna Campos – Ginecologista e Obstetra em Poços de Caldas – MG

A gestação é um momento único na vida da mulher, marcado por mudanças físicas, hormonais
e emocionais intensas. No entanto, em alguns casos, a gravidez pode apresentar complicações
que exigem acompanhamento médico mais rigoroso. Esse tipo de gestação é conhecido como
gestação de alto risco.
Neste artigo, vamos explicar o que é a gestação de alto risco, quais são as principais causas,
como é feito o acompanhamento pré-natal, os cuidados necessários e as medidas de
prevenção.

O que é uma gestação de alto risco?

A gestação de alto risco é aquela em que a saúde da mãe, do bebê ou de ambos está em risco
durante a gravidez, o parto ou o pós-parto. Isso não significa necessariamente que haverá
complicações graves, mas indica que há maior probabilidade de ocorrerem problemas e, por
isso, é necessário um pré-natal especializado.
O diagnóstico é feito pelo obstetra com base em condições clínicas da gestante, histórico
obstétrico e achados durante o acompanhamento. Em muitos casos, o controle adequado e o
acompanhamento multidisciplinar permitem que a gravidez evolua de forma segura e
tranquila.

Qual médico atende gestante de alto risco?

O médico especialista em gestação de alto risco é o Ginecologista e Obstetra com formação em alto risco e que tenha experiência em conduzir gestantes com as mais variadas condições clínicas e níveis de complexidade que podem afetar mãe e bebê neste período.

Dra Bruna Campos possui residência médica pela Unicamp em gestação de alto risco. Atende atualmente em consultório na cidade de Poços de Caldas Minas gerais.

Para agendar uma consulta com um especialista em gestação de alto risco é importante saber quais as opiniões de outros pacientes que consultaram com o médico.

Trabalho com enfoque em cuidado humanizado e não apenas no parto, mas em todas as etapas: na primeira consulta, nos exames de rotina, no pré-natal, no puerpério e em cada momento de vulnerabilidade e dúvida. Para mim, humanização é combinar ciência atualizada com presença, empatia e comunicação clara.

Nas minhas consultas, eu:

  • Explico cada conduta de forma acessível
  • Incentivo perguntas, esclareço mitos e ajudo na tomada de decisão informada
  • Valorizo o tempo de escuta
  • Individualizo planos de cuidado de acordo com história, contexto e prioridades de cada mulher
  • Ofereço suporte emocional, além de orientação técnica

Meu compromisso é entregar uma experiência de cuidado seguro, atualizado e acolhedor, em que a paciente se sinta respeitada, informada e amparada e sempre com base nas melhores evidências e na autonomia feminina.

Veja depoimentos reais de pacientes que consultaram com a Dra Bruna Campos:

Fatores de risco na gestação

Existem diversos fatores que podem classificar uma gravidez como de alto risco. Eles podem
estar relacionados à saúde da mãe, às condições do bebê ou a fatores externos, como estilo
de vida e idade materna.

Idade materna

  • Gestantes muito jovens (menores de 17 anos) têm maior risco de parto prematuro,
    pré-eclâmpsia e baixo peso fetal.
  • Gestantes acima de 35 anos apresentam maior probabilidade de hipertensão,
    diabetes gestacional e alterações genéticas no bebê.

Doenças pré-existentes

  • Hipertensão arterial crônica
  • Diabetes mellitus prévio à gestação
  • Doenças da tireoide (hipotireoideismo ou hipertireoidismo)
  • Cirurgia bariátrica
  • Transtornos mentais
  • Histórico prévio de trombose
  • Doenças cardíacas
  • Doenças hematológicas (doença falciforme, púrpura trombocitopênica autoimune e trombótica, talassemias, coagulopatias)
  • Doenças renais
  • Doenças neurológicas (epilepsia)
  • Doenças autoimunes
  • Malformações uterinas (útero bicorno, útero septado, útero de didelfo, miomas grandes)
  • Câncer diagnosticado
  • Transplantes
  • Portadoras do vírus HIV

Essas condições exigem monitoramento rigoroso, ajuste de medicamentos e avaliações
específicas para garantir a segurança materno-fetal.

Complicações em gestações anteriores

  • Aborto espontâneo de repetição (duas ou mais perdas)
  • Parto prematuro em qualquer gestação anterior
  • Restrição de crescimento fetal em gestações anteriores
  • Óbito fetal em gestação anterior
  • História de insuficiência istmo-cervical (perda gestacional após as 14 semanas de gestação)
  • Acretismo placentário
  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Alterações na gestação atual

Mesmo em mulheres saudáveis, podem surgir condições que aumentam o risco:

  • Pré-eclâmpsia
  • Diabetes gestacional
  • Restrição de crescimento intrauterino fetal (RCIU)
  • Infecção urinária de repetição
  • Pielonefrite
  • Suspeita de acretismo placentário
  • Alterações do líquido amniótico (aumento ou diminuição)
  • Doenças infecciosas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes genital, tuberculose, hanseníase, hepatites)
  • Suspeita de câncer
  • Transtornos mentais

Gestação múltipla

Gravidez de gêmeos ou trigêmeos apresentam maior probabilidade de parto prematuro,
hipertensão e baixo peso ao nascer.

Fatores sociais, ambientais e características individuais

Uso de drogas, álcool ou cigarro

  • Uso de cigarro, álcool ou outras drogas
  • Obesidade com IMC > 30
  • Baixo peso no início da gestação
  • Transtornos alimentares (bulimia, anorexia)

Sinais de alerta durante a gestação

Toda gestante deve estar atenta aos sinais que podem indicar complicações. Entre os
principais sintomas de alerta estão:

  • Sangramento vaginal
  • Dor abdominal intensa ou contrações frequentes antes de 37 semanas
  • Dores de cabeça fortes e persistentes
  • Visão turva, pontos brilhantes ou escurecimento visual após as 20 semanas
  • Diminuição dos movimentos fetais após as 28 semanas
  • Febre
  • Perda de liquido em grande quantidade
  • Pressão arterial elevada (a partir de 140x90mmhg)

Ao perceber qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico
imediato.

O papel do pré-natal na gestação de alto risco

O pré-natal é a principal ferramenta para garantir uma gestação segura, especialmente em
casos de alto risco.
O acompanhamento deve ser realizado por um obstetra especializado em gestação de alto
risco, podendo envolver outros profissionais, como endocrinologista, cardiologista,
nutricionista, fisioterapeuta pélvica e psicólogo.

Consultas mais frequentes

Enquanto o pré-natal de baixo risco prevê consultas mensais até a 28ª semana, quinzenais até
a 36ª e semanais até o parto, o pré-natal de alto risco pode requerer visitas ainda mais
regulares, dependendo do caso clínico.

Controle de doenças pré-existentes

O médico deve revisar os medicamentos em uso, pois alguns fármacos são contraindicados na
gravidez. O ajuste correto da medicação e o controle rigoroso das doenças maternas são
fundamentais para evitar complicações.

Cuidados essenciais durante a gestação de alto risco

Além do acompanhamento médico, alguns cuidados são fundamentais para promover o bem-
estar da mãe e do bebê:

Alimentação equilibrada

A dieta deve ser rica em nutrientes, com consumo adequado de frutas, verduras, proteínas
magras e grãos integrais. A gestante deve evitar excesso de sal, açúcar e alimentos
ultraprocessados.
Além disso, há indicação de suplementação de ferro, ácido fólico, cálcio ou
vitaminas conforme necessidade.

Atividade física supervisionada

Quando autorizada pelo obstetra, a atividade física melhora a circulação, alivia as dores, reduz o inchaço e
ajuda no controle do peso e da glicemia. A atividade física na gestação reduz risco de pré-eclâmpsia e outras complicações.

Evitar substâncias nocivas

O uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas aumenta significativamente o risco de malformações
fetais, parto prematuro e óbito fetal. É importante interromper completamente o uso dessas
substâncias.

Acompanhamento psicológico

A gestação de alto risco pode gerar medo, insegurança e estresse emocional. O apoio
psicológico é recomendado para promover o equilíbrio mental e fortalecer o vínculo materno-
fetal.

O parto na gestação de alto risco

A via de parto (vaginal ou cesariana) será definida conforme a condição clínica da mãe e do
bebê. Na grande maioria dos casos, o parto vaginal é seguro e preferível.

Pós-parto e acompanhamento contínuo

O cuidado não termina com o parto. O pós-parto (puerpério) também pode apresentar riscos,
especialmente em mulheres com hipertensão, diabetes ou hemorragia. Essas pacientes exigem acompanhamento durante todo puerpério.

Durante esse período, recomenda-se:

  • Monitoramento da pressão arterial e glicemia em alguns casos
  • Avaliação do sangramento vaginal
  • Cuidados com a amamentação
  • Acompanhamento emocional
  • Revisão médica de 7 a 15 dias após o parto

Como prevenir uma gestação de alto risco

Nem todos os fatores podem ser prevenidos, mas alguns cuidados reduzem significativamente
os riscos:

  • Planejar a gravidez e realizar avaliação médica pré-concepção.
  • Tratar doenças crônicas antes da gestação.
  • Manter alimentação saudável e peso adequado.
  • Evitar tabaco, álcool e drogas.
  • Praticar atividade física regularmente.
  • Fazer todas as consultas e exames do pré-natal.

A prevenção é a melhor forma de garantir uma gestação segura e tranquila.

Conclusão

A gestação de alto risco requer atenção especial, mas com acompanhamento adequado,
diagnóstico precoce e cuidados contínuos, a maioria das mulheres tem ótimos resultados.
O segredo está na vigilância médica constante, no autocuidado da gestante e no apoio
familiar e emocional.
Cuidar da saúde desde o início é o passo mais importante para garantir uma gravidez saudável
e um bebê com desenvolvimento pleno.

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